sexta-feira, março 7

MEU BENFICA

Acabámos de perder um jogo, o que compromete seriamente as nossas aspiraçoes na UEFA.
Parece mesmo que as Fúrias, estao apostadas em nos fazer a vida impossível.
Mas é nestas ocasioes que devemos mostrar a nossa maior força: o companheirismo, a comuniao de ideais em torno da nossa Gloriosa Águia.
Desde que nasceu, o Benfica tem sido perseguido, por todas as "desgraças" possíveis.
De tudo um pouco nos tem sucedido.
Até a morte, invejosa, quis envergar o manto sagrado e, nao teve outra ideia que levar-nos o nosso Miklos em pleno "campo de batalha".
Neste momento estamos a ser simplesmente fustigados por lesoes e castigos.
Já estou como os espanhóis: "no creo en brujas, pero qui las hay, las hay".
No próprio dia do jogo, a morte levou o pai do nosso Treinador mas este, numa atitude à Benfica, foi despedir-se do Pai, e marcou presença no "banco" com apenas poucas horas de intervalo.
A isto chama-se verticalidade.
Tivemos um jogador expulso, possivelmente ainda nem todos tinham tocado na bola, sofremos um golo incrível, depois outro, mesmo assim, quando os abutres já salivavam de prazer e felicidade, qual Phoenix, renascemos das cinzas, e numa atitude à Benfica, fomos "para cima" deles, e chegou a parecer que era o Glorioso quem tinha um jogador a mais.
Nao estou aqui a apelar a romanticismos, o que neste momento conta, é que estamos em desvantagem.
Mas nao posso deixar de me rever neste Clube.
Espaço de convivência único, onde só o "sou benfiquista" nos transporta para um espaço de transcendência, este Clube, é o resultado de vontades indómitas, lágrimas de contentamento e lágrimas de tristeza.
Teimosamente honestos, subimos a pulso, a "corda da vida".
Entranhado no mais íntimo e profundo de cada um, o Glorioso, vive e faz viver àqueles que se entregam de alma e coraçao a esta "viagem" intemporal, por isso eterna.
Perdemos é certo. Provavelmente até seremos eliminados.
Mas nao há música que chegue aos aplausos com que se brindou aqueles "Bravos", do antes quebrar que torcer.
Atiram-nos constantemente com o "Requiem" de Mozart, respondemos hoje e sempre com o "Hino da Alegria" de Beethoven.